sexta-feira, 15 de março de 2019

Pesquisadoras Negras Na Docência Do Ensino Superior: Uma Análise a Partir Da Perspectiva (AUTO)Biográfica.

Por Claudia Miranda

Em “Metamemória-memórias: travessia de uma educadora” (SOARES, 2001), uma
das provocações é que o passado não é o antecedente do presente. Na melhor hipótese é a sua
fonte, sobretudo, quando se considera que é pelo presente que se explica o passado. Como
Magda Soares, fiz uma opção pela vida universitária sem deixar de criticar as insuficiências e
contradições da estrutura e organização de Instituições de Ensino Superior (IES). A formação
de novas/os pesquisadoras/es na pós-graduação, esbarra cada vez mais em temáticas
insurgentes e dissonantes na medida em que outras presenças se estabelecem sendo esse um
dos resultados das políticas de democratização das universidades brasileiras.

Os conteúdos programáticos privilegiados na transposição didática realizada nas
disciplinas “Metodologia da Pesquisa em Educação” e “Currículo” - ministradas por mim -
dependem de problematizações relacionadas aos conhecimentos silenciados na prescrição
curricular. Essa seleção nos convoca a recuperar significações pouco criticadas no âmbito das
referidas propostas. São dinâmicas que exigem conexões multifacetadas e movimentos mais
complexos para assim, insurgirmos conjuntamente, com outras perguntas sobre o “corpus
científico”. Sob essa orientação, encontrei alguns achados nos estudos voltados para a
História de Vida de Professoras/es, estudos sobre Auto(biografia) e estudos sobre
Etnopesquisa. Em um esforço de mapear produções de referência e comprometidas com
releituras metodológicas, ganharam importância estudos produzidos, no Brasil, sobre a
valorização de travessias marginalizadas.

Em “Docência Memória e gênero: estudos alternativos sobre a formação de
professores” (BUENO et al, 1993, p. 304), ganha ênfase a preocupação com as memórias
colocadas em segundo plano. Para as autoras “é importante mostrar a existência e o porquê de
determinadas memórias ficarem à margem”. Analisam aspectos dessa exclusão e revelam um

tipo de incômodo causado pelo fosso existente.



Para acessar ao PDF Clique Aqui.

MIRANDA, CLAUDIA. PESQUISADORAS NEGRAS NA DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR: UMA ANÁLISE A PARTIR DA PERSPECTIVA (AUTO)BIOGRÁFICA. PRÁXIS EDUCACIONAL (ONLINE), v. 14, p. 393-414, 2018.

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Um comentário:

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Esse grupo tem por objetivos entender a transposição/mediação cultural, a diversidade das/nas práticas curriculares e as interseções viáveis entre a escola e a universidade públicas. Mapear aspectos sobre o cotidiano escolar com base nos Estudos Culturais, os Estudos da Educação das Relações Étnico-raciais, da Sociologia das Desigualdades, da Antropologia e dos Estudos do Cotidiano em Educação. Entender e analisar as formas de consolidação de espaços mais interculturais e menos monolíticos na interseção escola-universidade.

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