Além das fronteiras paradigmáticas, enfrenta-se, no Brasil, um quadro insustentável de invisibilização dos ranços coloniais e alimentados pelas distintas formas de subalternização do Outro, que resulta de processos de domínio cristalizados. Nas últimas décadas, a produção acadêmica no campo das Ciências Sociais anuncia a existência de uma fresta na contramão da muralha do silêncio que alimenta a inércia e a banalização do mal do racismo. Por essa pequena abertura – a fresta –, a teoria social vem sendo desafiada a realocar os cânones científicos e, nesse sentido, os Núcleos de Estudos Afro-brasileiros – NEAB's - e grupos correlatos, instituídos em Universidades de prestígio, são espaços de consolidação de ambiências mais colaborativas entre os estudiosos interessados em novos ingressos em termos das pesquisas acadêmicas.
Ao relermos o artigo A racialização no mundo de Octavio Ianni percebemos que a centralidade de sua análise está alinhada com as questões que o autor chamou de forças sociais que se movem nos entrecruzamentos do local, do nacional, do regional e do mundial.
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MIRANDA, Claudia; RIASCOS, F. M. Q. ; QUINONEZ, J. H. A. . Discursos e Propostas Etnoeducativas no Brasil e na Colômbia. Revista de História Comparada (UFRJ), v. 08, p. 189-211, 2014.
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