domingo, 19 de novembro de 2017

OUTRAS LINGUAGENS E ESTRATÉGIAS DE POLITIZAÇÃO DAS JUVENTUDES INSURGENTES: EXPERIÊNCIAS CURRICULARES NO PIBID


 O trabalho aqui apresentado é sobre as práticas e as perspectivas curriculares que marcam as opções de um coletivo de estudantes-pesquisadores/as no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID. Com o compromisso de apoiar a formação docente também de estudantes secundaristas matriculados em uma escola do Estado do Rio de Janeiro. No ir e vir incluído a instituição de educação básica e a universidade na qual estamos realizando nossa formação docente, vimos como um escopo fundamental, observar as pistas oferecidas pelas múltiplas linguagens disponíveis para o trabalho pedagógico. Notadamente, o que se alcança é uma possibilidade de implementar nossa interação sendo o Cinema o principal motor. Nossas inspirações foram com os/as secundaristas e assim chegamos a proposta de um cineclube que se constitui como um projeto que trabalha a educação e a linguagem cinematográfica nas suas distintas dimensões. Neste trabalho ganhou centralidade alguns dos desafios enfrentados por nós para conseguirmos adesões e parcerias ou simplesmente ampliar nossas entradas para efetivar a proposta. A escolha de filmes que levem o aluno a pensar, refletir sobre temas diversificados. Nos dias das sessões temos que chegar mais cedo, preparar o espaço onde será feito a sessão, quando é feita num auditório e de costume darmos um lanche para os/as educandos/as, a pipoca. E após a sessão abrimos um diálogo com os alunos que quiseram ficar até o fim e que quiseram falar acerca do tema do filme. E aí as falas dos alunos são diversas mas há sempre uma fala dos estudantes que é recorrente nas discussões: os temas que tratamos nas sessões do Cineclube não são debatidas em sala de aula. No projeto deixamos bem claro que eles são os protagonistas, são para eles que o cine existe. É exatamente pelo papel que tem cumprido, nos mais diferentes contextos e formas, na luta, resistência, defesa e afirmação de direitos conquistados e/ou almejados, tão necessários para nossa população e nosso país, que para 2017 definimos o III Congresso de Diversidade Cultural e Interculturalidade de Angra dos Reis com a temática “Movimentos Sociais: Educação, Diversidade e Luta”. Palavras-chave: Interculturalidade, Cinema, Educação Comunicação oral

CARLOS EDUARDO FERREIRA DE OLIVEIRA JUNIOR
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Sobre

Esse grupo tem por objetivos entender a transposição/mediação cultural, a diversidade das/nas práticas curriculares e as interseções viáveis entre a escola e a universidade públicas. Mapear aspectos sobre o cotidiano escolar com base nos Estudos Culturais, os Estudos da Educação das Relações Étnico-raciais, da Sociologia das Desigualdades, da Antropologia e dos Estudos do Cotidiano em Educação. Entender e analisar as formas de consolidação de espaços mais interculturais e menos monolíticos na interseção escola-universidade.

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